04 Dezembro 2009

Das coisas que gosto de fazer em casa:

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1 - Comer feito um ogro


Menina, que textura!


Eu gosto de comer. Muito. Quem me conhece pessoalmente, sabe que eu sou um glutão bom de garfo, um gordo em pele magro. (Eita! rimou! sou foda... haha! opa, perae, me perdi.. ah, sim! Continuando... ) Cara, comer em casa é bão porque você pode deixar de lado todas as convenções sociais, montar aquele "prato de pedreiro" (fala isso rápido: prato de pedreiro, prato de pedeiro, pato dre peideiro... hahah, é engraçado!) e se debruçar com vontade sobre a comida. Afinal de contas, nada melhor que juntar a fome com a vontade de comer, certo? Além disso, tem aquela coisa de instinto selvagem, de se sujar todo, de parecer um monstro, mas de ficar feliz da vida com isso. E como você não vai sair por aí fazendo isso nos restaurantes e tals... é melhor deixar pra fazer só em casa. 8D


Liberte o ogro que existe dentro de você!


2 - Cagar


Aqui ninguém vai me ver...


Ah, o sagrado ato... Olha, sério, não é frescura! Não é que eu não queira colocar meu bumbumzinho em qualquer lugar... (okay, mentira é isso mesmo... brinks!). Mas é que é uma coisa muito importante na vida da gente, sabe? Ter essa tranquilidade, estar à vontade, aquela coisa de concentração, de momento e tals... Pô, como é que você pode ter paz pra fazer o número 2 se tiver uma pessoa no banheiro ao lado metendo o pau no Flamengo, por exemplo? Ou então com a sua irmã batendo feito louca na porta do banheiro pra te desconcentrar (não é, Zinha? ¬¬')? Ou então (já aconteceu comigo): você tá lá fazendo força, tá aquele cheiro insuportável no banheiro, daí entra alguém grita "PUTAQUEPARIU MELDELS MORREU ALGUÉM AQUI!!"... ¬¬' Pô, é chato, cara... cê fica mais nervoso, né? Por isso que eu digo: cagar, só em casa. Exceções, só em caso de vida ou morte.


3 - Passar mal


SÃODUMEIO PELAMORDIDELS A MULHÉ TÁ MORRENDO!!


Levante a mão quem nunca passou mal em algum lugar público. Chato, né? Enche de neguinho curioso (até parece que nunca passaram mal na vida... humpf!), ficam perguntando se você tá bêbado, se tá usando dorgas, se baixou o capeta, se tem diabetes, aids e o cacete. Enquanto tudo o que você quer é sair daquele inferno de gente e tomar um ar. Sem falar que ao desmaiar sem ninguém por perto pra te segurar, você pode cair e se machucar... ou cair no esgoto, sei lá, vai saber, só tô dando exemplo loco. Enfim, se você estiver em casa, você pode cair na sua caminha confortável e gostosa, aproveita pra tirar uma soneca, por que não? Além disso, a sua mãe ou a sua mulher pode fazer uma sopinha e ficar te paparicando. Então... é isso, só em casa, meo.


MAAAIIINêêêÊÊÊêêê!! Tô morrendooooo!!

27 Novembro 2009

MIM SEGUIN NUTUITÊ PLZ

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Quem me seguir por último é a mulher do padre: @chico_mouse Rá!


P.S.: Não sei o que seria da minha vida sem o MS Paint Brush... :P

26 Novembro 2009

Distorção e você, tudo a ver!

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Quem foi que disse que violoncelo só tem que ter som bonitinho?


This is róquinrôll, nêgo. \w/

24 Novembro 2009

Antissocial? Eu? Imagina...

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Dá uma bela camiseta, rs rs rs!

23 Novembro 2009

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Geral reclamando que este blog tá com visu muito dark. Okay, okay, depois eu dou uma clareada.... Báh! Viadinhos... ¬¬

18 Novembro 2009

Myspace atualizado!

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Oi, pessoas queridas! Atualizei meu MySpace com música nova. Esta se chama "Linguagem Própria", que compus outro dia. A idéia inicial era apenas de fazer violão e cello, mas eu não resisti e acabei incrementando mais a música com umas percussões e tals, hahah! Ah, e resisti bravamente à tentação de colocar distorção... ¬¬ .. mas acho que acabou ficando bem legal, apesar disso.

E gosto muito da letra... (sou suspeito, né? brinks!). Mas sabem o que imaginei ao fazer? Que estava cantando para meu filho (quando tiver um, né?)... Então.. a música tem uma vibe bem paternal...

Para quem quiser fazer o download e curtir, aí vai o link e a letra. Besos!

Link:

Chico Mouse - Linguagem Própria

Letra:

Linguagem própria

Dorme
Alivia o todo o peso dos teus ombros
Que velarei teu sono
Cuidarei do teu sossego

Mesmo sozinho, mesmo inocente
Teu sono fala uma linguagem própria
E cura...
E acalma...

Dorme
Dorme que eu apago a luz
Não tenha medo de encarar o escuro
De encarar os dias

Uma hora ou outra um novo dia vai nascer
E mesmo que o tempo nunca volte atrás
Enfrenta...
O teu mundo...

Não ousarei criar espaços
Que o teu sorriso não possa preencher
Nem nunca ousarei perturbar teu sono
E em teus sonhos serei um guia
Por entre formas escuras e frias
Serei como o tempo
Serei como o tempo...

Dorme
Por entre as noites vazias
Que eu invejo a tua alegria
Que eu invejo o teu sossego

Mesmo sozinho, mesmo inocente
Teu sono fala uma linguagem própria
E cura...
E acalma...

Dorme
Cuidarei do teu sossego...

Dorme
Cuidarei do teu sossego...

Dorme

Deus é fiel

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* Vi esse texto lá no Allan Sieber e tinha que publicar aqui também...

Deus é fiel

EIS UMA frase que vemos, atualmente, estampada por toda a parte: dos gigantescos outdoors aos vidros dos automóveis, sem falar dos templos, das traseiras de caminhões e das faixas ostentadas nas passeatas pop-evangélicas.
Num outro momento e lugar, esse fato talvez não merecesse maiores considerações. Afinal, fanatismo religioso e proselitismo exagerado sempre houve neste "mundo de meu Deus", e por sua causa já muito se matou e se morreu.
Todavia, não podemos esquecer que é de um "ungido" Brasil pré-eleitoral que estamos falando, ele mesmo situado numa América Latina "consagrada" a líderes messiânicos que se creem mais do que deuses.
E, se apenas alguns deles ousam ser tão blasfemos a ponto de se compararem ao próprio Cristo, todos eles, sem exceção, desejam ver os seus mandatos religiosamente prorrogados "até o final dos tempos". Ou, se tal não for possível, devido às manobras da "maligna" oposição, esperam ao menos passar a faixa presidencial para o discípulo ou a discípula mais amada, na esperança de que, em breve, possam voltar -ressuscitados- ao poder que idolatram de forma luciferina.
Cabe-nos, portanto, investigar, ainda que brevemente, o que diabos significa dizer que Deus é fiel. Em primeiro lugar, não deixa de ser notável que, num mundo onde a infidelidade sempre foi a regra dominante (se é que desejamos ser fiéis à verdade), se procure atribuir a Deus, com especial relevância, não a qualidade de ser bondoso ou justo, mas a de ser fiel. E isso precisamente numa época em que reina a publicidade -a "sacerdotisa-mor" da mentira, a "deusa-mãe" do engodo- e na qual amigo trai amigo, os sacerdotes traem os seus rebanhos, os políticos os seus eleitores, os comerciantes os seus clientes etc.
Não seria isso, talvez, algum tipo de "projeção compensadora", semelhante às discutidas por Freud, Marx, Nietzsche e Feuerbach, que visaria, ao jogar toda a luz sobre a divina perfeição, ocultar nas sombras a podridão humana?
Por outro lado, quando dizemos que Deus é fiel -supondo que saibamos, na teoria e na prática, o que é fidelidade-, na mesma hora nos vem à mente uma questão: a quem, nesse caso, seria Ele fiel?
Aos católicos que trucidaram protestantes ou aos protestantes que trucidaram católicos? Aos nazistas que assassinaram judeus nos campos de concentração ou aos israelenses que supliciam palestinos nos campos de refugiados? Aos muçulmanos que mataram "ocidentais" no 11 de Setembro ou aos "ocidentais" que massacram muçulmanos no Iraque e no Afeganistão? A Stálin, Pol Pot e Mao, que eliminaram dissidentes como matamos mosquitos, ou a Hitler, Mussolini e Franco, com suas terríveis atrocidades? Aos corintianos que esfolam palmeirenses (e vice-versa) ou aos cronistas esportivos que, por maldade ou ignorância, estimulam a violência nos estádios?
Infelizmente, se examinarmos as coisas como de fato se apresentam -tendo a história como suprema corte, como dizia Hegel- e não com os benevolentes olhos do "outro mundo", forçoso será concluir que o Pai Eterno se mostra bem mais fiel aos que esbanjam dinheiro nos shoppings de luxo do que às crianças que se acabam nos semáforos da Pauliceia; aos que erguem as odiosas barreiras transnacionais do que aos migrantes de todas as latitudes que não se cansam de tentar atravessá-las; aos malandros que vendem a salvação neste ou n'outro mundo do que aos crédulos que tolamente a compram; enfim, aos malvados, desonestos e egoístas do que aos bons, corretos e solidários.
Eu, que não sou teólogo, ouso crer, piedosamente, que Deus -se é que Ele existe- não é fiel a mortal algum, mas unicamente a Si mesmo, à Sua inextrincável complexidade, à Sua silenciosa incompreensibilidade, à Sua incognoscível natureza (incognoscível, quem sabe, até para Ele).
O que nos resta, a nós mortais, se formos lúcidos, é o enfrentamento cotidiano da terrível solidão desses espaços infinitos, que tanto assustavam Pascal, e dos quais provavelmente não virá resposta alguma, sobretudo se as perguntas forem feitas por pseudossacerdotes ou por políticos de ego inflado.
O que precisamos, no fim das contas, é ter coragem para lutar contra a tendência universal da humanidade a se curvar e a obedecer, que é muitíssimo maior do que qualquer eventual vontade de autonomia. Por causa dessa tendência, uns poucos "lobos" espertalhões são capazes de pastorear rebanhos gigantescos de "carneirinhos humanos", que se prostram agradecidos ao jugo do chicote, sempre contentes e -claro- fidelíssimos.


CLÁUDIO GUIMARÃES DOS SANTOS , 49, médico, psicoterapeuta e neurocientista, é escritor, artista plástico, mestre em artes pela ECA-USP e doutor em linguística pela Universidade de Toulouse-Le Mirail (França).

Internets

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Item de primeira necessidade, cara.


[Já conhecem o Ryotiras?]

16 Novembro 2009

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Às vezes, eu quase desisto das pessoas, sério mesmo.
Porque eu vejo certas coisas acontecendo ao meu redor que só fazem alimentar a (já enorme) veia antissocial que existe dentro de mim.
Mas quando estou prestes a perder de vez a fé na humanidade, sempre me aparece alguém pra mostrar que ainda há esperança. E, de fato, há.
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Introduzindo novo template nesta bagaça. Porra, desde 2005 que este blog fodão da porra humilde brógui tem a mesma cara. (E se eu deixasse ficar mais um ano, o Antônio provavelmente me quebraria na porrada, então...). É isso.